É um vazio que lhe preenche todos os recantos da alma.Houve um momento em que agarrou a ausência que os separou. Mas a ausência é um crime perverso e subvertido de si mesmo, onde está não o é. Queimou-lhe as mãos, os dedos chicoteados abriram a fenda da vontade e ela fugiu.

Olhou a bola de sabão colorida e brilhante que se desprendia da sua mãozinha. Por artes mágicas a criou. Mais ninguém a via. Ninguém quis ver. E saiu para o mundo, tentou mostrar a bola de sabão perfeita!!! Mas não sabia nada da Bolsa, nem de sinais de trânsito, nem de etiquetas, não sabia de nada, a não ser que tinha na sua mão a mais bela das criações da imaginação.